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As Boas do Reverendo - depoimento a Claudio Dirani
"Fabio Massari talvez seja o maior responsável por apresentar o supra-sumo do circuito alternativo do rock ao público brasileiro em sua jornada de duas décadas dedicadas à música. Basta dar uma rápida investigada em seu currículo. Só na MTV foram doze anos - como define o próprio explorador - de 'garimpagens' e exploração de esquisitices' do submundo do rock e seus derivados... E quem não se lembra de Massari como VJ do cultuado Lado B? Foi nesse programa que o Nirvana estourou por aqui com a sua ainda obscura Smells Like Teen Spirit, do CD Nevermind (1991). O resto é história. Antes de explorar os recursos da telinha, vale recordar, o paulistano Fabio Massari - recém-formado em rádio e TV pela FAAP - invadiu as ondas do rádio pela 89FM quando a emissora levava o codinome 'Rádio Rock' ".
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reportagem de Tiago Nicolas
"O amigo do bom som Fabio Massari, o reverendo, dispensa apresentações. Um dos mais respeitados - se não o mais respeitado, ou o único respeitado - jornalista musical brasileiro dos grandes veículos de comunicação. Eu, a Yve e o Rafa (Cia de Foto) fomos à casa do disco (ele tem um apartamento só com discos) pra tentar fazer um apanhado modesto da sua coleção que não cabe num quarto e uma espécie de desafio: fazer ele não colocar o Frank Zappa (tema de seu último livro, Detritos Cósmicos) em nenhuma resposta, mas ele deu um jeitinho de colocar o "bigode" na lista"
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Massari viaja em busca de achados musicais; veja as indicações do jornalista
O jornalista Fábio Massari, que carrega o título de maior conhecedor do rock do Brasil, viaja em busca de sons. Em destinos inusitados, que vão da Islândia à Nicarágua, ele trilha a viagem de acordo com "achados musicais" que descobre pelo caminho.
"Eu me divirto muito indo atrás do som. Teve um período em que levava muito Zappa na mala", diz. Fã do compositor e satirizador, o jornalista conseguiu entrevistá-lo em 1991. A admiração e o conhecimento pelo músico americano levaram à criação do seu último livro, "Zappa: Detritos Cósmicos", lançado na última quarta-feira (7), pela editora Conrad.
Site UOL Viagem:
"A Livraria da Vila recebe hoje o lançamento do livro-tributo Zappa - Detritos Cósmicos, do jornalista e radialista Fábio Massari.
Essa é a terceira investida literária de Massari, que já documentou a cena musical da Islândia em Rumo à Estação Islândia, e agrupou entrevistas e experiências radiofônicas em Emissões Noturnas. “Detritos” está nas livrarias e nas bancas desde o começo de março, pela editora Conrad."
Leia mais:
Matéria para o site Sampaist de 29 de março de 2007
:
Leia tambem a matéria sobre o Poploaded na Sampaist de 7 de março de 2007:
Favoritas da casa! Discoteca obrigatória!
Esses são alguns dos bordões imortalizados nos extintos e saudosos programas Rock Report e Lado B, que eram apresentados pelo figuraça Fábio Massari.
Sem querer, Massari criou uma legião de apreciadores de novos sons que estavam cansados da mesmice do mainstream.
Bandas antes desconhecidas como Pavement, Sonic Youth & Flaming Lips, ficaram famosas no programa que era transmitido religiosamente aos domingos na mtv Brasil das dez à meia-noite. Eu mesmo sempre chegava atrasado nas aulas segundas de manhã porque não perdia uma edição!
Contactei o “reverendo” e perguntei sobre música (lógico) e qual a sua opinião sobre o futuro da indústria fonográfica.
Entrevista ao site Punknet:
“Detritos Cósmicos”, terceiro e mais recente livro do jornalista Fábio Massari, reúne 38 pessoas em torno de uma só: Frank Zappa. Skylab, Pitty, Wado e os escritores Fernando Bonassi e Ademir Assunção, entre outros colaboradores, buscaram em seus textos uma forma de sintetizar quem, para eles, é Zappa. Entre 1966 e 93, ano de sua morte, o bigodudo norte-americano lançou mais de 60 discos e preencheu aspas como nenhum outro jamais o fez.
Site Pílula Pop:
Extratos retirados da revista Top, edição de Outubro de 2005, ano 7, edição 82; texto de Carol Sganzerla:
...No começo dos anos 90, a Califórnia, principalmente o eixo São Francisco - Berkeley, era um destino certo em busca dos "bons sons". "É um dos lugares mais legais para baladas 'sônico-discográficas'. A Amoeba Music, loja original da freak Berkeley, é uma das prediletas de todos os tempos. Atravessando a rua está a Telegraph, da não menos legendária Rasputin. A melhor vibe nesses supermercados de boa música alternativa são as raridades, preços legais, indicações. Na Rasputin arrematei um dos meus raros Charles Manson, ao vivo em San Quentin. Me lembro da cara de surpresa do vendedor descobrindo que tinha o disco na loja. 'Perdeu parceiro, agora está na sacolinha e integra, desde já a 'massariana'. E levei junto discos de Timothy Leary e William Burroughs." Para acompanhar a trilha sonora, muita cerveja Rolling Rock e comida mexicana...
...Em Dublin, capital da Irlanda, a região de Temple Bar merece visita. Grosso modo, é a Camden Town de Londres: bares, lojas, teatros, brechós, gente misturada. "Lá, você vê indicações dos marcos musicais da cidade: no Bad Ass Café trabalhou Sinéad O'Connor; na ponte Ha'penny Bridge, o Thin Lizzy gravou um clipe; Clarence é o hotel do Bono Vox."....
Revista Shopping & DVD Music de Março de 2004, entrevista com Massari feita por Marcello Rocha. Alguns trechos estão reproduzidos abaixo:
SHOPPING & DVD MUSIC - Quando você descobriu que músia era a sua paixão?
FABIO MASSARI - Para efeito de coleção de discos, que é a minha onda, decidi que o primeiro disco da minha coleção foi um do Alice Cooper, o Muscle Of Love, de 1973. Foi na iminência dele vir para o Brasil, em 74. Eu não pude ir ao show, pois eu tinha 10 anos, mas ganhei o disco, que abriu o universo do rock 'n' roll pra mim. Foi o disco que, digamos assim, provocou o estrago irreversível em mim.
S&DM - Como é a sua coleção de discos?
FM - Minha coleção tem uma organização que é meio abstrata, meio 'Massariana', quer dizer, eu me acho fácil ali. Tem partes que estão por ordem alfabética, cronológica, separadas por país, por interesse... É uma coisa meio babélica. Eu não sei, de verdade, quantos discos eu tenho. Já chutei uns 4, 5 mil... Tem gente que tem muito mais disco do que isso. Perto de outras, eu diria que a minha é uma coleção-mirim.
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S&DM - Quem que você gostaria muito de ter entrevistado mas que não rolou?
FM - Várias pessoas. Nunca entrevistei o David Bowie, Iggy Pop...
S&DM - Alguém escapou da sua mão por muito pouco?
FM - A Debbie Harry (da banda Blondie)... Eu quase a entrevistei numa balada lá na Inglaterra, quando ela estava tocando com uma outra banda, chamada Jazz Passengers. A gente foi no show, que foi demais. Armamos a entrevista e estava tudo certo pra rolar. Mas daí o empresário encrencou com alguma coisa lá e miou a entrevista... Essa entrevista escapou pelos meus dedos.
Se alguém conhecer rock mais do que ele, que se apresente. Nesta conversa, Fábio Massari deixa entrever por que é tido como o maior conhecedor do assunto no país. Sabe de bandas não só de cada Estado brasileiro como do mundo todo, de lugares tão diferentes entre si como Islândia, Japão e Itália. Para ele o rock, que traz no espírito e na ponta da língua, é uma música que “fala contra alguma coisa, como fala de amor”.
Talvez por essa devoção ao rock, Massari merecesse o apelido que ganhou do colega Thunderbird num dos 4.380 dias em que trabalhou na MTV: Reverendo.
Site Caros Amigos:
Entrevista feita pela revista baiana Fraude, ano 01, número 01, da época em que o Reverendo estava lançando seu livro "Emissões Noturnas - Cadernos Radiofônicos de FM". No link abaixo voce pode ler a íntegra da entrevista publicada. Entrevista realizada por Lucas Cunha.
Entrevista com Massari feita por Tiago Velasco para a revista+CD Outra Coisa, ano IV, nº 18/06. Alguns trechos estão reproduzido abaixo:
Outra Coisa - Vamos falar de festival. Você tem albuma história bacana de festival?
Massari - Na Dinamarca cruzei com o Nick Cave, que eu já conhecia do Brasil. Ele fez uma puta festa, veio apresentar a PJ Harvey, que era a namorada dele na época. Não deu entrevista para nenhuma televisão, só para nós, porque eu já tinha entrevistado ele para a rádio, tinha tomado umas pingas na padaria com ele. Uma vez, um cara descobriu que a MTV Brasil estava lá e implorou para ser entrevistado. Era nada mais nada menos que o Danny Elfman, que era do Oingo Boingo. Ela adorava o Brasil. O cara pedir para ser entrevistado é engraçado. Não é um Zé Mané, é um cara importante.
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OC - Você deve ter boas histórias da época em que trabalhou em rádio.
FM - Uma vez, fiquei a madrugada inteira botando som na rádio com o Joey Ramone. Numa das vindas dos Ramones, como sabíamos que o Joey gostava de fazer isso, convidamos e ele topou. Entramos no ar antes da meia-noite e saímos às 6h. Às 4h, tinha gente ligando. Ele tomou duas garrafas térmicas de chá, botou Motörhead, Stooges, Ramones, contou história, foi antológico. Ele ficava sentado num canto só pegando nos discos, olhando as capas, parecia uma criança com uns brinquedinhos nas mâos.
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OC - O que você acha das bandas brasileiras independentes?
FM - Sempre me diverti muito com os independentes brasileiros. De uns dez anos para cá, esse mercado está muito bacana, muita banda boa, discos legais, shows e festivais bacanas, acontecendo. A exposição, infelizmente, é limitada.
OC - O que falta para elas deixarem de ser independentes?
FM - Fora mercados muito estabelecidos, como EUA e Inglaterra, a vida dos independentes é difícil em qualquer lugar. Em São Paulo, se você quiser ver show, toda noite tem. Se você quiser se divertir no underground, está bem mais fácil do que já foi. Hoje, cabe a pergunta: será que precisa deixar de ser independente? A meta continua sendo entrar para uma grande gravadora e emplacar alguma música num lance mais comercial ou será que a independência pode garantir a sobrevivência comercial e o delírio artístico? Tem independente que está muito bem, com boa distribuição, com boa produção. Independência não quer dizer dizer não ter dinheiro. Vejo as bandas fazendo bastante show. Não dá para saber se os caras recebem. Mas tem banda que toca bastante, eles conseguem se virar, dá para sobreviver.
O Rabisco aproveita a passagem de Fabio Massari por Santos e troca uma idéia com esse poço de conhecimento.
Site "O Rabisco" #39: